29 de julho de 2025

Atenção aos olhos dos pequenos estudantes na volta às aulas

Atenção aos olhos dos pequenos estudantes na volta às aulas

As férias acabaram e é hora de voltar às aulas. Momento ideal para redobrar os cuidados com a saúde dos olhos. É fundamental que, nesta época do ano, pais e também professores fiquem ainda mais atentos às dificuldades das crianças para enxergarem.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 35,8 milhões de brasileiros usam óculos de grau. Profissionais destacam alguns sinais que podem indicar que é hora de visitar um oftalmologista e escolher lentes referenciadas para cuidar da visão.

Fique atento aos sintomas

Dores de cabeça
Geralmente, o primeiro sinal de que algo está errado é a dor de cabeça, aquela que, mesmo com analgésico, não vai embora. Ela ocorre quando se faz um esforço maior para enxergar e as dores costumam ser, na maioria dos casos, na testa.

Piscar com frequência e apertar os olhos
Quando se aperta os olhos para enxergar pode ser que inconscientemente esteja se querendo melhorar o foco da visão.

Trazer objetos para perto dos olhos
Aproximar os olhos de tudo o que precisa enxergar é um sintoma que precisa ser investigado. Esses podem ser sinais de miopia.

Coçar os olhos insistentemente
Essa é uma indicação clássica de fadiga ocular e deve ser monitorada. Nos dias em que a umidade do ar está baixa, essa condição se intensifica e pode a provocar lesões nas pálpebras.

Mostrar dificuldade com a leitura
Quando a criança, já alfabetizada, não consegue ler uma sentença sem se perder nas palavras ou pular linhas, pode ser sintoma de astigmatismo. Acompanhar a leitura com um dedo também pode ser um caso a ser acompanhado por um especialista.

Sensibilidade à luz
Esse é outro sinal fácil de reconhecer. Quando se demonstra incômodo exagerado em ambiente muito iluminado ou ainda sob luz solar, pode ser que haja algum problema ocular.

Observados alguns desses sintomas é necessário procurar um oftalmologista para um diagnóstico completo e, em alguns casos, a indicação de lentes corretivas. Diferente do que a maioria pensa, usar óculos está bem longe de ser um problema. Atualmente, existem várias opções no mercado que permitem que você viva confortavelmente, mesmo se o seu problema for miopia ou hipermetropia.

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.