14 de janeiro de 2021

Como minimizar a perda visual por catarata em um olho

Como minimizar a perda visual por catarata em um olho

O grau dos nossos olhos é determinado pelo poder do cristalino (lente transparente no interior do olho), pela curvatura da córnea e pelo tamanho dos olhos (estes dois últimos são relativamente constantes durante a vida). Normalmente, uma fonte de luz pode produzir um ofuscamento visual, porém a acuidade visual não é afetada.

A catarata, geralmente bilateral, é um processo multifatorial que consiste na opacificação do cristalino e consequente aumento da dispersão da luz que adentra ao globo ocular, dificultando a percepção dos objetos.

No início, as modificações geralmente não são uniformes, podendo ocasionar maiores ou menores alterações da transparência em apenas um dos olhos. Nestes casos, a simples substituição das lentes dos óculos já é suficiente para restaurar quantitativamente a função da visão normal.

Entretanto, em certas condições de iluminação, as alterações qualitativas ainda podem persistir e dificultar as atividades normais ocasionando uma substancial sensação de ofuscamento à luz: utilização de lentes especiais (escuras e /ou polarizadas) podem minimizar a diferença e restaurar a harmonia visual entre os olhos.

Alguns tipos de catarata tendem a ser mais centrais e geram sintomas unilaterais e assimétricos mais severos e mais precocemente (já a partir dos 30 anos). Nestes casos, a melhor opção é a cirúrgica, já que pequenas modificações costumam ser mais limitantes ao indivíduo, especialmente nos horários de maior luminosidade solar e na presença de luzes artificiais. A utilização de medicamentos que dilatam a pupila é controversa, e a mudança do grau dos óculos não ajuda muito.

Outros tipos que evoluem mais lentamente geram um menor impacto mesmo quando só um dos olhos é acometido.

É comum o indivíduo não perceber a presença da catarata porque as mudanças progressivas e leves alteram a homogeneidade do cristalino provocando um consequente aumento do grau de miopia, facilmente corrigida por óculos.

 

Dificuldades que o idoso vai ter com um olho só

Estimativas indicam que no Brasil aumentaram a expectativa de vida e o número absoluto de pessoas idosas: em 2025 teremos a sexta maior concentração de idosos no mundo.

Os idosos têm a tendência à resistência às inovações, e as limitações físicas podem torná-los tristes e alterar sua autoestima.

A visão é um fator importante na qualidade de vida e na saúde do idoso. O impacto negativo causado pela inabilidade de executar tarefas fundamentais para uma “vida independente” (ex. Leitura, digitar números no celular, pegar um ônibus ou dirigir automóvel) diminui a segurança de controlar o meio em que ele vive e a perda deste sentido, seja ela total ou parcial, torna-o refém do meio ambiente, podendo gerar ansiedade e até depressão, e até influir na função de outros órgãos.

Há um declínio na produtividade e no bem-estar do idoso traduzindo-se em custos diretos e indiretos para a sociedade.

Cuidados devem ser tomados

* Não existe tratamento clínico comprovado para prevenir a formação e progressão da catarata em um olho adulto saudável. As técnicas atuais de cirurgia, muito avançadas e minimamente invasivas, são o único tratamento para o problema.

* Sexo feminino, idade avançada, predisposição genética, tabagismo, exposição aos raios ultravioletas B (UVB), alcoolismo, diabetes descontrolada e uso contínuo de corticosteroides são os fatores de risco mais associados comprovados na progressão da catarata.

* Os agentes antioxidantes e os suplementos vitamínicos descritos para a prevenção da catarata ainda permanecem incertos.

* Fatores relacionados a traumas oculares também devem ser evitados (ferimento penetrante, choque elétrico, radiação ionizante e infravermelha).

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Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.