28 de novembro de 2025

Doenças silenciosas que podem levar à cegueira

Doenças silenciosas que podem levar à cegueira

Zelar pela saúde dos olhos deve ser uma tarefa permanente – tem início nos primeiros instantes de vida e se estende pela infância, adolescência e fase adulta, até a velhice.

Manter uma alimentação saudável, usar óculos de grau e de sol de qualidade e se submeter a uma rotina periódica de exames preventivos é a combinação ideal para preservar a boa visão, detectar e tratar doenças precocemente e evitar consequências mais graves, que podem incluir perdas irreparáveis.

Doenças graves que podem levar à cegueira, como catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética, merecem atenção especial a partir dos 50 anos.

Catarata

É uma consequência natural do envelhecimento: todos vão desenvolvê-la em algum momento da vida, alguns mais cedo, outros mais tarde. A enfermidade consiste na perda progressiva da transparência da lente intraocular, chamada de cristalino – o paciente vê imagens esfumaçadas, como se estivessem cobertas por uma névoa, e perde capacidade na distinção de detalhes e cores. O único tratamento possível é a cirurgia, capaz de restabelecer totalmente a visão.

Glaucoma

Silencioso e de evolução lenta, o glaucoma não provoca dor ou outros sintomas perceptíveis – é detectado apenas na aferição da pressão do olho, exame conduzido pelo médico oftalmologista. Quando o paciente começa a perceber que está com a vista prejudicada, a doença já está em estágio avançado, daí a importância de se fazer um acompanhamento preventivo constante, principalmente nos casos de quem tem histórico familiar de glaucoma. O dano é bem característico: o doente perde a visão periférica, preservando apenas a visão central. É como se enxergasse através de um tubo.

Degeneração macular relacionada à idade

É a principal causa de cegueira entre os mais idosos, sendo mais comum nas pessoas de pele e olhos claros. O paciente acometido pela DMRI perde o campo central da visão – onde enxerga uma mancha escura –, mantendo apenas a visão periférica. Trata-se de uma doença incapacitante, que deixa o doente legalmente cego. Na grande maioria dos casos, não há nada que se possa fazer. A alguns doentes, prescrevem-se suplementações vitamínicas. Para cerca de 10% dos pacientes, é indicado um tratamento com injeções intravítreo (dentro dos olhos) que fazem o problema regredir.

Retinopatia diabética

Consequência do diabetes, é a principal causa de cegueira irreversível na população economicamente ativa, de até 65 anos. A retinopatia diabética pode atingir inclusive os diabéticos que mantém a doença bem controlada. Todos precisam se submeter a exames oftalmológicos completos regulares desde o primeiro ano de diagnóstico do diabetes – não basta ir ao médico apenas para ajustar o grau dos óculos.

 

Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.

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Fonte: GaúchaZH

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.