19 de março de 2024

Qual a diferença entre o médico oftalmologista e o optometrista?

Qual a diferença entre o médico oftalmologista e o optometrista?

O oftalmologista é o médico especialista em cuidar da saúde ocular, capacitado para diagnosticar e tratar problemas da visão, fazer exames e realizar cirurgias, quando forem necessárias.

A formação de um óptico-optometrista permite sua atuação nas áreas técnica e de laboratório de produtos oftálmicos, sendo sua função interpretar o receituário do médico oftalmologista; produzir lentes, montar e consertar óculos, cuidando de sua manutenção; e orientar na escolha do modelo mais adequado de lente e armação de acordo com a necessidade apresentada pelo paciente. O optometrista NÃO faz a avaliação da visão, nem prescreve óculos. Isso é função do médico oftalmologista.
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Você sabia? O olho é um órgão pequeno do corpo humano que pode ser acometido de 3.892 doenças. Elas podem ser raras ou não. Se uma doença não for identificada a tempo, pode cegar e até matar. O oftalmologista é o médico que tem competências para cuidar desse órgão, por conhecê-lo com muita propriedade.

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Mas será que é preciso uma consulta mesmo? Não dá para comprar óculos ou lentes de contato prontas, na ótica ou pela internet?

A visão é um bem precioso e requer cuidados muito específicos. O checkup com o médico oftalmologista é uma medida importante para prevenir doenças e manter a saúde ocular. Com um exame oftalmológico, é possível diagnosticar precocemente doenças que podem levar à cegueira, iniciar o tratamento e buscar preservar a visão.

Jamais use óculos de grau sem prescrição médica. A supervisão do oftalmologista é fundamental também para os usuários de lentes de contato: nem todas as pessoas podem usar lentes de contato (isso depende de uma série de fatores que precisam ser avaliados em um exame oftalmológico), sob o risco de criar lesões graves nos olhos.

“É possível diagnosticar precocemente doenças que podem levar à cegueira, iniciar o tratamento e buscar preservar a visão”

Embora possa parecer algo simples, durante a consulta, o médico oftalmologista, mais do que determinar a necessidade ou não de usar óculos e o grau das lentes, pode avaliar a saúde ocular e mesmo detectar uma doença sistêmica (que afeta mais partes do corpo ou mesmo todo o organismo) como causa dos sintomas visuais. As doenças sistêmicas que podem ser identificadas durante um exame de vista com o oftalmologista são inúmeras, tais como: hanseníase, tuberculose, lúpus, doenças reumáticas, diabetes, disfunções na tireoide, tumores, Aids, toxoplasmose e hipertensão arterial.

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Fonte: Veja Bem – CBO em Revista

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.