13 de novembro de 2024

Diabetes e hábitos de vida saudáveis

Diabetes e hábitos de vida saudáveis

Com o passar do tempo, uma combinação de hábitos de vida pouco saudáveis, como sedentarismo e alimentação baseada em produtos ultraprocessados, fez com que se visse uma explosão no número de casos de diabetes, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a considerar a doença como uma epidemia mundial. Entre as dicas dos médicos para prevenir a doença estão o controle da gordura corporal, a prática de exercícios físicos e alimentação saudável. Além da prevenção, esses hábitos são importantes também para o tratamento do diabetes.

Alguns fatores de risco facilitam o surgimento da doença, como:

Sedentarismo;
Dieta inadequada;
Tabagismo;
Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
Hipertensão;
Estresse;
Predisposição genética.

Como é possível notar, com exceção do último fator, os demais estão relacionados a comportamentos não saudáveis. Portanto, mudar os hábitos comportamentais pode evitar o surgimento da doença.

Alimentação saudável

O consumo em excesso de calorias e o sedentarismo são a combinação perfeita para o ganho de peso. E o sobrepeso e a obesidade são os principais fatores de risco do diabetes. Diante disso, deve-se manter uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes, com redução de carboidratos e proteínas. Também é importante evitar o consumo excessivo de doces. O fato de comer doce em si não provoca o diabetes, mas contribui bastante para o aumento de peso.

Prática de exercícios físicos

Pessoas que fazem exercícios físicos regularmente têm maior probabilidade de reduzir a chance de ter diabetes, já que a prática ajuda a manter o peso. Uma rotina de 30 minutos de caminhada já ajuda a prevenir o diabetes, além de melhorar o bem-estar e qualidade de vida de modo geral.

Controle do estresse e da pressão arterial

O estresse pode favorecer a produção de hormônios desreguladores da insulina e também está associado ao risco de hipertensão, que é outro agravante para o surgimento do diabetes. De acordo com especialistas, o nível elevado de estresse pode intensificar reações inflamatórias no organismo, o que contribui para que a glicose fique acumulada no sangue.

A hipertensão está relacionada ao diabetes de diversas formas. O excesso de açúcar no sangue contribui para o enrijecimento das artérias (provocando o aumento da pressão). O excesso de glicose no sangue também faz com que o pâncreas faça maior esforço para produzir insulina, o que pode acelerar os batimentos cardíacos, sobrecarregando o coração, podendo assim acarretar hipertensão (devido ao estímulo da contração exagerado dos vasos).

Evite cigarros e bebidas alcoólicas

A nicotina é uma substância prejudicial à ação da insulina no organismo. Para pacientes diabéticos, o cigarro pode levar ao entupimento das artérias do coração. Os riscos do cigarro são os mesmos tanto para pacientes com diabetes tipo 1 quanto para os que possuem o tipo 2 da doença.

A ingestão excessiva de bebidas alcoólicas favorece o acúmulo de peso, especialmente no que diz respeito à gordura visceral (concentrada no abdômen), considerada um importante estimulante para o surgimento do diabetes tipo 2. O consumo excessivo de álcool também estimula o acúmulo de gordura no fígado causando impacto negativo no pâncreas, podendo levar à resistência insulínica.

Exames de rotina também fazem parte da prevenção

O acompanhamento médico é importante para a manutenção da saúde como um todo. No caso específico do diabetes, os exames mais solicitados são os de glicose em jejum e, caso haja indício de diabetes, o exame de hemoglobina glicada.

Diabético deve consultar médico oftalmologista regularmente

O diabetes está entre as dez principais causas de morte e quase metade ocorre em pessoas com idade abaixo dos 60 anos. Ele é responsável por diversas complicações, que afetam, principalmente, rins, nervos, coração, pele e olhos. Por isso, é fundamental que o paciente diabético receba acompanhamento multidisciplinar, com nutricionista, psicólogo e médicos de diversas especialidades, como endocrinologista, angiologista ou cirurgião vascular, cardiologista e oftalmologista.

A retinopatia é uma complicação do diabetes, sendo a maior causa de cegueira em pacientes em idade laboral. Ela ocorre quando a glicemia alta por longos períodos causa uma lesão nos vasos sanguíneos presentes na retina. O controle da glicemia pode reduzir até 76% dos casos de retinopatia diabética. Além disso, o tratamento iniciado de forma precoce reduz a chance de perda visual em mais de 90% das vezes. Por isso, todo paciente diabético deve consultar um médico oftalmologista regularmente.

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ERROS DE REFRAÇÃO: MITOS E VERDADES

Visão embaçada? Você pode estar apresentando um erro de refração: miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Confira o que é mito e o que é verdade:

Dor de cabeça pode ser sinal de miopia?
VERDADE. Dores de cabeça de causa oftalmológica costumam se resolver com a correção do grau.

Quem usa óculos não pode doar a córnea?
MITO. Miopia, hipermetropia e astigmatismo não alteram a estrutura da córnea.

✅ Usar óculos de outra pessoa faz mal?
VERDADE. Pode causar dores de cabeça, tonturas, enjoo e fadiga ocular.

Usar óculos continuamente faz o grau aumentar?
MITO. O uso contínuo não interfere na evolução do grau.

Forçar a visão faz precisar de óculos?
MITO. O esforço para ler é consequência do erro de refração, não a causa. A origem costuma ser genética.

Cirurgia de miopia elimina o uso de óculos para sempre?
MITO. A cirurgia reduz o grau, mas nem sempre o zera. Cada caso deve ser avaliado.

Óculos ou lentes estabilizam o grau?
MITO. O grau pode se alterar até por volta dos 25 anos, independentemente do uso.

Cirurgia refrativa para astigmatismo não tem contraindicação?
MITO. Não é indicada para quem tem ceratocone, glaucoma ou outras doenças oculares.

Astigmatismo só se corrige com óculos ou lentes?
MITO. Também é possível corrigir com cirurgia refrativa a laser ou implante de lentes intraoculares.

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