10 de janeiro de 2024

Inflamação crônica nas pálpebras piora no verão

Inflamação crônica nas pálpebras piora no verão

A blefarite atinge de 9 a 21% da população e é mais prevalente em pessoas acima dos 50 anos

Você já ouviu falar de blefarite?

O nome pode parecer estranho, mas vem do grego “blepharon” e significa pálpebra. Portanto, algumas doenças que afetam a região palpebral podem ter o termo na “blefaro” em sua composição.

Segundo Tatiana Nahas, oftalmologista, especialista em cirurgia de pálpebras e Chefe do Serviço de Plástica Ocular da Santa Casa de São Paulo, a blefarite é uma inflamação crônica que afeta as margens das pálpebras.

“Não tem cura, mas pode ser tratada e controlada. Os principais sintomas são inchaço, coceira e acúmulo de secreção, que acaba grudando as pálpebras inferiores nas superiores. A blefarite costuma se agravar nos dias mais quentes, pois o calor aumenta a produção de substâncias oleosas pelas glândulas sebáceas”, explica Tatiana.

Processo inflamatório crônico

A blefarite é causada por uma inflamação crônica que altera a secreção das glândulas de Meibômio. Essas glândulas produzem uma espécie de substância gordurosa, que ajuda na lubrificação dos olhos. “Essa alteração na produção e na secreção desta substância lipídica leva aos sintomas da blefarite. Os mais comuns são edema palpebral, coceira, vermelhidão, ardência e sensibilidade à luz. Com o tempo, o paciente pode perder os cílios e desenvolver crostas nas bordas das pálpebras, que dificultam o movimento de abrir e fechar os olhos”, ressalta a especialista.

Dermatite seborreica agrava quadro no verão

“Em muitos casos, a blefarite está associada a outras doenças, como a dermatite seborreica. O calor aumenta a produção de substâncias oleosas, o que pode piorar os quadros de blefarite associados à esta condição”, comenta a oftalmologista. Pessoas com rosácea, alergias, calázio, olho seco, ceratite, conjuntivite, entrópio e ectrópio têm um risco aumentado de desenvolver a blefarite.

Como prevenir a piora da blefarite nos dias mais quentes

De acordo com Tatiana, a principal medida para prevenir o agravamento dos sintomas da blefarite no verão é redobrar a atenção com a higiene das pálpebras. “Para quem tem o diagnóstico da blefarite, a limpeza palpebral deve se tornar um hábito tão comum quanto escovar os dentes. Isso quer dizer é preciso limpar todos os dias e, em alguns casos, mais de uma vez por dia”, reforça a médica.
Além de intensificar a higiene das pálpebras, quem tem blefarite deve escolher protetores solares faciais ou aqueles específicos para a região palpebral, assim como usar óculos de sol, bonés ou chapéus para proteger a área dos raios solares.

Higiene das Pálpebras em 3 passos

1 – Aquecimento das pálpebras: Como as secreções ficam endurecidas, é preciso aquecer para desgrudar e não machucar a pele. O ideal é fazer uma compressa com água morna e deixar de 3 a 5 minutos em cada olho.

2 – Massagem: Depois, é preciso fazer uma massagem sútil de fora para dentro para eliminar a secreção acumulada.

3 – Limpeza das pálpebras e dos cílios: O médico pode indicar um produto específico para essa etapa, ou você pode usar shampoo neutro infantil diluído em água. Com a ponta dos dedos, limpe as pálpebras e os cílios. Massageie suavemente

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Fonte: Universo Visual – www.universovisual.com.br

 

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.