19 de junho de 2018

Uso de lente de contato exige prescrição médica

Uso de lente de contato exige prescrição médica

Mesmo que possa significar uma aparente economia, adquirir lentes de contato sem a prescrição e o acompanhamento de um oftalmologista pode acabar custando caro.

A avaliação é da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria (SOBLEC), alertando que a cada quatro brasileiros que necessitam de óculos ou lentes de contato, fazem o uso de maneira inadequada.

O uso inadequado dos materiais pode resultar num tratamento longo e que implicaria na imposição de recursos astronômicos, se comparados aos valores das lentes de contato disponíveis no comércio.

Segundo a SOBLEC, óculos e lentes de contato são encontrados em locais absolutamente reprováveis pela sociedade médica, que passou a atentar mais sobre a questão nos últimos três anos, devido ao alto índice de pacientes que passaram a apresentar quadros clínicos deficitários em razão das irregularidades. Os produtos são comercializados em estabelecimentos que vão desde camelôs até web shops, sem a supervisão de um oftalmologista.

A lente é uma prótese, por isso é importante que a adaptação seja feita pelo médico, porque ele precisa previamente à indicação, fazer exames para definir qual a lente mais indicada.

A adaptação das lentes precisa ser contínua e controlada, num processo que começa na prescrição e termina no momento em que as lentes são descartadas.

Em agosto de 2009, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou parecer favorável à obrigatoriedade de receita médica para compra de lentes, reafirmando que a prescrição óculos e lentes de contato é um procedimento exclusivo do médico, uma vez que requer conhecimentos de anatomia, fisiologia, patologia, indicações e contraindicações.

Na sequencia, a Câmara Federal rejeitou o Projeto de Lei 1971/07, que regulamentaria a profissão de optometrista. Assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou a resolução 44/09, que estipula mecanismos de fiscalização da venda de lentes corretivas em todo o País.

Mais Informações a respeito de restrições quanto ao uso de lentes de contato e óculos podem ser acessadas no site da SOBLEC, www.soblec.com.br.

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.