11 de junho de 2026

O que fazer em caso de traumas oculares

O que fazer em caso de traumas oculares

Acidentes acontecem, especialmente na área dos olhos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou que, a cada ano, entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas ficam cegas no mundo em decorrência dos danos causados por traumas oculares. Nunca acreditamos que irá ocorrer conosco ou com alguém da nossa família, mas é preciso saber como agir quando acontecer um trauma.

A maior parte dos acidentes envolvendo os olhos ocorre dentro de casa. Crianças e idosos são os mais vulneráveis a esse tipo de ocorrência. Panelas a fácil alcance, quinas de mesas e balcões, ou até mesmo objetos pontiagudos como lápis e tesouras, podem ser perigosos para crianças. Já para os idosos, o risco de queda ou de instilar um medicamento errado nos olhos, é bastante comum. Enquanto que, no trabalho, os olhos são a quinta parte do corpo mais atingida em acidentes. Os equipamentos de segurança são imprescindíveis nessas situações.

Mas o que fazer em caso de traumas oculares?

• Em caso de acidentes com usuários de lentes de contato, as mesmas devem ser retiradas imediatamente, pois podem aumentar a irritação. Certifique-se de ter as mãos limpas ao retirar, para não contaminar mais ainda a área afetada.

• Caso o acidente seja com alguma substância química, como acetona ou álcool, deve-se lavar abundantemente. O ideal é manter os olhos sob água corrente por pelo menos 15 minutos. O mesmo vale para caso seja administrado um remédio errado, com embalagem semelhante a um colírio, por exemplo. Depois, procure um médico oftalmologista, uma vez que alguns sintomas não aparecem imediatamente após o acidente e só um especialista poderá avaliar a extensão do dano.

• Em caso de lesão devido a fragmentos ou corpos estranhos nos olhos com perfuração, devemos acalmar a pessoa que sofreu o acidente, realizar algum tipo de curativo ou proteção para a área afetada e encaminhá- la para a emergência para que tenha atendimento especializado.

• Não coce os olhos para remover corpos estranhos. O atrito causado na região poderá piorar a situação ao causar lesões na córnea, película transparente protetora do globo ocular. Não esfregue os olhos, em caso de poeira ou areia, lave-os sob água corrente. Em caso de fragmentos, madeira ou vidro, por exemplo, procure atendimento emergencial com um médico oftalmologista.

• Em casos de queimaduras ou exposição ao calor, faça compressas de água fria. A compressa com panos úmidos em água fria deve ser mantida apenas enquanto a pessoa acidentada é encaminhada para a emergência. Não se deve tratar a lesão somente dessa forma, mas é uma maneira de minimizar as lesões. Algumas lesões, como as causadas por utilizar solda sem óculos de proteção, tendem a demorar a mostrar sintomas e sinais, mas assim que sentir algo, deve-se procurar um médico oftalmologista.

Em caso de dúvida de como agir mediante um acidente, sempre procure ajuda especializada e encaminhe o acidentado para um hospital. Não aja por conta própria ou procure solução na internet, pois o procedimento incorreto pode levar a maiores danos à saúde dos olhos.

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Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.