13 de abril de 2023

Glaucoma e a importância de conhecer o histórico de doenças oculares da sua família

Glaucoma e a importância de conhecer o histórico de doenças oculares da sua família

Você sabia que uma das melhores formas de cuidar da saúde dos seus olhos é conhecendo o histórico da sua família? Quando se pensa em doenças oculares, é preciso considerar a hereditariedade. Algumas doenças que afetam a visão podem ser herdadas geneticamente, como erros refrativos, glaucoma, catarata, daltonismo, Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), entre outras. Saber sobre as condições genéticas a que está predisposto pode ajudar na prevenção ou no diagnóstico precoce, assim como facilitar o tratamento e evitar o agravamento da situação. Por isso, quem possui histórico familiar de doenças oculares deve redobrar a atenção com a visão e fazer acompanhamento regular com o médico oftalmologista.

Glaucoma: doença grave e silenciosa, que pode levar à cegueira

No Brasil, estima-se que aproximadamente 2 milhões de pessoas sejam portadoras de glaucoma, uma doença crônica que é capaz de causar cegueira se não for tratada a tempo, pois 80% dos glaucomas não apresentam sintomas na fase inicial. O glaucoma não tem cura, mas a maioria dos casos pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo. Por isso, quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de sucesso do tratamento e de se evitar a perda da visão.

O glaucoma é caracterizado pela lesão do nervo óptico, responsável por transmitir as imagens da retina ao cérebro. A doença é considerada multifatorial, ou seja, vários fatores associados podem levar o paciente a desenvolver o glaucoma, mas a elevação da pressão intraocular é uma das principais causas do problema. No entanto, muitos portadores da doença podem apresentar a pressão intraocular normal nos exames de rotina e, ainda assim, desenvolverem o glaucoma.

Quando o glaucoma não é tratado, o sintoma inicial é a perda da visão periférica. Isto é, quando a pessoa olha para a frente, enxerga nitidamente os objetos que estão distantes, porém, não vê o que está nas laterais. É como se o olho estivesse observando através de um tubo. Por progredir lentamente, a pessoa vai se adaptando à restrição no campo de visão e só percebe a alteração num estágio mais avançado da doença. Na fase mais avançada, a visão central também é atingida e o glaucoma pode evoluir para a cegueira.

Para tratar o glaucoma, são usados colírios que diminuem a pressão intraocular e, geralmente, evitam a progressão da doença. Em casos específicos, o tratamento a laser e a cirurgia também são recomendados.

Prevenção: acompanhamento oftalmológico regular e conhecer o histórico de saúde ocular da sua família

Segundo a Sociedade Brasileira de Glaucoma, a doença é mais comum após os 40 anos de idade. Então, é a partir dessa idade que os exames de diagnóstico devem ser realizados anualmente. Pessoas, que têm em seu histórico familiar casos de glaucoma, possuem maior risco de desenvolver a doença, risco esse que dobra se ele estiver presente em ambos os lados da família. Portanto, elas devem antecipar a consulta com o médico oftalmologista.

Assim como, se houver ainda outros fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes, miopia alguns tumores oculares, uso prolongado de medicamentos à base de corticoides, entre outros.

A melhor forma de prevenir o glaucoma, e tantos outros problemas de visão, é fazer acompanhamento oftalmológico regular e conhecer o histórico de saúde ocular da sua família. Mesmo que você não tenha sintomas, o médico oftalmologista é capaz de diagnosticar precocemente várias doenças que afetam seus olhos.

Conhecendo o histórico de saúde ocular da sua família

Procure conversar com as pessoas da sua família, com pelo menos os mais próximos como pais, avós, irmãos, tios e primos, e descubra as principais doenças oculares que eles têm ou tiveram. Em muitos casos, parentes podem não ser tão abertos em relação a discutir doenças com a família, aborde “com jeitinho” e fale sobre a importância de prevenir doenças hereditárias. Anote tudo o que descobrir e converse o quanto antes com o seu oftalmologista. Ele dará uma atenção especial nos exames de rotina, com o objetivo de monitorar qualquer indício de surgimento das doenças. O histórico familiar é mais uma informação que o oftalmologista utiliza para cuidar melhor da sua saúde ocular.

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Fonte: Veja Bem
www.vejabem.org

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ERROS DE REFRAÇÃO: MITOS E VERDADES

Visão embaçada? Você pode estar apresentando um erro de refração: miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Confira o que é mito e o que é verdade:

Dor de cabeça pode ser sinal de miopia?
VERDADE. Dores de cabeça de causa oftalmológica costumam se resolver com a correção do grau.

Quem usa óculos não pode doar a córnea?
MITO. Miopia, hipermetropia e astigmatismo não alteram a estrutura da córnea.

✅ Usar óculos de outra pessoa faz mal?
VERDADE. Pode causar dores de cabeça, tonturas, enjoo e fadiga ocular.

Usar óculos continuamente faz o grau aumentar?
MITO. O uso contínuo não interfere na evolução do grau.

Forçar a visão faz precisar de óculos?
MITO. O esforço para ler é consequência do erro de refração, não a causa. A origem costuma ser genética.

Cirurgia de miopia elimina o uso de óculos para sempre?
MITO. A cirurgia reduz o grau, mas nem sempre o zera. Cada caso deve ser avaliado.

Óculos ou lentes estabilizam o grau?
MITO. O grau pode se alterar até por volta dos 25 anos, independentemente do uso.

Cirurgia refrativa para astigmatismo não tem contraindicação?
MITO. Não é indicada para quem tem ceratocone, glaucoma ou outras doenças oculares.

Astigmatismo só se corrige com óculos ou lentes?
MITO. Também é possível corrigir com cirurgia refrativa a laser ou implante de lentes intraoculares.

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