17 de julho de 2023

Cirurgia Oculoplástica melhora a expressão do olhar

Cirurgia Oculoplástica melhora a expressão do olhar

A Cirurgia Oculoplástica pode ser indicada a qualquer pessoa, independente de raça ou gênero, sempre que as pálpebras apresentarem excessos tanto de pele como de gordura e músculo orbicular. Jovens com bolsas palpebrais, mulheres com dificuldade para se maquiar, idosos com peso nas pálpebras e diminuição de acuidade visual. Pessoas mais ou menos vaidosas, mas que buscam uma melhor aparência.

As queixas podem variar entre estéticas e funcionais, pois qualquer excedente pode gerar aspecto de cansaço, tristeza e sonolência. Funcionalmente, são muito comuns as queixas de cansaço à leitura, sensação de peso e até diminuição de campo visual superior.

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INDICAÇÕES

• Estéticas: sempre que alguma queixa estética tem possibilidade de melhora.

• Funcionais: quando por meio da cirurgia há melhora dos excessos e da abertura palpebral, e consequentemente da sensação de peso, cansaço e campo visual.

SOBRE A CIRURGIA

A cirurgia geralmente é realizada com anestesia local sob sedação anestésica. Os exames pré-operatórios básicos são hemograma, glicemia e coagulograma. Em alguns casos, é necessário solicitar avaliação cardiológica com risco cirúrgico. É importante sempre fazer um exame oftalmológico completo e, em alguns casos, avaliar o filme lacrimal.

No pós-operatório, o paciente deve ter repouso e muitas compressas geladas, principalmente nos primeiros três dias, quando o inchaço é bem maior; depois podem ser mais espaçadas até a remoção dos pontos. Esse procedimento acalma e promove sensação de bem-estar ao paciente, porque o incômodo maior é o inchaço, já que não há dor no pós-operatório. Dentre as medicações prescritas, são usadas pomadas oftalmológicas para os pontos da pele e colírios, dependendo do caso.

CONTRA INDICAÇÕES

• Pacientes com alto risco cirúrgico e que não podem interromper o uso de anticoagulantes;

• Quando a expectativa de resultado do paciente é maior do que se consegue com a cirurgia. Daí vem à importância de uma consulta minuciosa e com bastante tempo para avaliar a psique do paciente.

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Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.