13 de fevereiro de 2026

Cuidados com os olhos durante o Carnaval

Cuidados com os olhos durante o Carnaval

O Carnaval é uma época de festejos e animação que acontece anualmente por todo o Brasil. Porém, ficar exposto ao clima quente e em meio à multidão pode aumentar o risco de contrairmos algumas doenças, inclusive na região dos olhos. É possível aproveitar a folia ao máximo sem abrir mão dos principais cuidados com a saúde no carnaval.

Confete ou espuma dentro dos olhos:

Confete, espuma, sprays se caírem nos olhos, lave em água corrente por 15 minutos. Depois instile soro fisiológico (aberto na hora) ou um colírio lubrificante. Se após isso, tiver uma sensação de corpo estranho (areia, cisco) nos olhos, entre em contato com um oftalmologista.

Usando lentes de contato mais que o necessário:

Nessa época, pode acontecer de você usar as lentes de contato por um período maior do que o recomendável. Se ao retirar as lentes, perceber que os olhos ficaram vermelhos, lacrimosos, com sensação de cisco e visão turva, use colírio lubrificante e observe os sintomas. Caso persistam, entre em contato comigo ou procure um pronto socorro oftalmológico.

Recebeu uma cotovelada no olho:

O traumatismo ocular pode ocorrer sem intenção durante as festas de Carnaval. Caso aconteça, verifique:

  • A visão: está vendo turvo, embaçado?
  • Está vendo halos coloridos ao redor das luzes?
  • Apareceram manchas escuras na visão?
  • Percebeu flashes de luz (semelhante ao da máquina fotográfica) mesmo com os olhos fechados?
  • O olho ficou vermelho, lacrimoso e com sensação de cisco?

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Caso tenha algum desses sintomas, entre em contato com um oftalmologista.
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Nessa época é fácil pegar conjuntivite.

Cuidados:

  • Não coloque as mãos nos olhos; não coce os olhos (mesmo se tiver coceira).
  • Lave as mãos sempre que possível com água e sabão (principalmente debaixo das unhas – utilize-se de uma escovinha) e, se houver condições após lavar, usar o álcool em gel. Principalmente após pegar em corrimão, carrinho de supermercado, etc…
  • Não use toalha de mão de pano, principalmente em banheiros coletivos; prefira toalha de papel.
  • Se você alugou uma casa com outras pessoas, separe a sua toalha de mão.
  • Se você percebeu que o olho de uma pessoa está vermelho e lacrimejando: convém não cumprimenta-la com as mãos ou dar beijinhos no rosto.
  • Não use óculos escuros de outras pessoas.
  • Não use colírios de outras pessoas, mesmo parentes próximos (filhos, cônjuges…). O colírio é de uso individual; cada um deve ter o seu, mesmo os colírios ditos “fraquinhos”, isto é, lágrimas artificiais.

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Na praia ou piscina:

Use óculos escuros com proteção UVA e UVB. Estudos relacionam doenças oculares (especialmente catarata e degeneração macular) com a exposição prolongada à radiação UV sem proteção. Os óculos escuros com proteção são essenciais para bloquear os raios invisíveis do Sol (UV), evitando danos oculares.

Bom Carnaval!

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Fonte: SOBLEC – Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria

 

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.