26 de fevereiro de 2024

Computador e a saúde ocular

Computador e a saúde ocular

Ficar muito tempo no computador afeta a nossa visão? Costumamos ouvir de nossos avós ou pais que ficar muito próximo à televisão ou muito tempo no computador, pode causar problemas à nossa visão, mas será mesmo verdade?

O computador é uma ferramenta crucial na vida de muitas pessoas e a maioria trabalha utilizando um, porém, passar duas horas ou mais em frente à tela pode ser prejudicial. A tela em si do monitor não é prejudicial aos nossos olhos, não emitindo níveis de radiação capazes de prejudicar nossa visão. No entanto, o uso exacerbado pode ocasionar a chamada “Síndrome Visual do Computador”.

A Síndrome é caracterizada pelo cansaço visual devido ao uso prolongado do computador. Isso ocorre porque quando estamos olhando para a tela, além de não piscarmos com tanta frequência, estamos constantemente “focando e refocando” nos pixels, minúsculos pontos que compõem as imagens e letras no computador, e os quais os nossos olhos não conseguem deixar definidos sem esforço. Todo esse trabalho de foco sobrecarrega os músculos dos olhos e a capacidade para focar diminui. Por consequência, os sintomas desenvolvidos acabam sendo:

• Olhos secos e vermelhos, por não piscarmos tanto quanto deveríamos;

• Coceira;

• Visão embaçada;

• Sensibilidade à luz;

• Dor e ardor ocular.

Passar até mesmo duas horas em frente à tela já implica em risco de desenvolver essa síndrome, mas há opções para melhorar as condições e diminuir os sintomas. O principal é, a cada duas horas, descansar cinco minutos, fechando os olhos ou focando em objetos à distância, como olhar por uma janela, por exemplo. Para as condições de uso serem melhores para nossos olhos, é importante:

• Manter o monitor a 60 cm do rosto, na altura dos olhos ou ligeiramente abaixo;

• Evite luminárias próximas, luzes diretas no monitor ou reflexos na tela;

• Limpar com frequência a tela do computador;

• Manter a sala onde está o computador sempre bem iluminada.

Colírios lubrificantes são grandes aliados contra as sensações de olho seco, coceira e ardência, mas todo medicamento, inclusive os colírios, deve ser receitado por um médico oftalmologista.

Caso sinta qualquer um desses sintomas, é imprescindível consultar-se com um especialista para que avalie as possíveis causas e recomendações, pois o uso de óculos também pode ser recomendado para quem passa muito tempo diante de um computador.

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Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.