15 de outubro de 2020

Consulta oftalmológica ou exame de vista?

Consulta oftalmológica ou exame de vista?

Para muita gente, pode parecer que são procedimentos diferentes, mas a avaliação do grau para a confecção de óculos ou lentes de contato, aquilo que convencionamos chamar de exame de vista, é uma parte importante da consulta oftalmológica.

Quando você chega ao consultório do oftalmologista, seja por que apresenta algum sintoma, como visão embaçada, dores de cabeça ou excessiva sensibilidade à luz, por exemplo, ou para fazer uma avaliação de rotina, além das perguntas sobre seus sintomas, seu histórico de problemas oculares e dos problemas que membros de sua família apresentam também (tudo isso é importante para que o médico possa seguir as “pistas” e identificar qual é o seu problema), seu médico fará alguns exames, que fazem parte da consulta oftalmológica e, dentre eles, está o exame de refração, popularmente conhecido como exame de vista.

Assim, é fácil entender que um exame de vista faz parte da consulta oftalmológica, mas que durante a consulta, seu oftalmologista realiza uma série de outras avaliações:

• Exame de movimentos oculares: avalia se os olhos estão alinhados. Seu oftalmologista pede que você olhe em diferentes direções, acompanhando um objeto, como uma caneta, para observar os movimentos oculares;

• Fundoscopia: auxilia no diagnóstico de alterações na retina ou no nervo ótico. O médico utiliza uma lente para examinar o fundo do olho do paciente;

• Tonometria: mede a pressão dentro do olho. Uma luz azul é projetada sobre o olho do paciente e um aparelho é usado para fazer a aferição.

• Avaliação das vias lacrimais: seu médico oftalmologista avalia a quantidade e a qualidade da lágrima, secreção tão importante para manter os olhos lubrificados e protegidos também.

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Fonte: Veja Bem – CBO em Revista

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.