17 de maio de 2023

Estrabismo: conheça as causas e tratamentos

Estrabismo: conheça as causas e tratamentos

O estrabismo é caracterizado pelo desalinhamento dos eixos visuais. Presente entre 3% e 7% da população infantil, a doença vai além do fator estético, podendo comprometer a visão, se não tratado cedo.

O desalinhamento ocorre em sua maioria na infância, mas também pode acometer adultos, principalmente como consequência de outras doenças.

Os principais sintomas, que devem ser observados pelos responsáveis, incluem o movimento dessincronizado entre os olhos, ou seja, o desvio ocular; dificuldade de observar objetos de interesse ou pessoas conhecidas; fechar um olho apenas para se locomover ou realizar tarefas; ou, ainda, inclinar a cabeça na tentativa de manter os olhos paralelos.

O estrabismo no adulto, normalmente, é súbito e, caso não haja histórico de desvio prévio, pode vir acompanhado de visão dupla (diplopia). Na maior parte das vezes, é secundário, ou seja, ocorre após alterações neurológicas, como AVC, alterações vasculares (diabetes, hipertensão e aneurismas), tumores e até em decorrência de alguns casos de alta miopia.

Tratamento

Somente a avaliação de um oftalmologista pode indicar o melhor tratamento, para cada caso de estrabismo. Os mais comuns são o uso de oclusão (tampão adesivo no olho), óculos, prismas, injeção de toxina botulínica e cirurgia.

Em crianças, o tratamento se divide em duas partes. Primeiro, deve-se prevenir a perda da visão e auxiliar no melhor desenvolvimento visual. Em um segundo momento, corrigir a posição dos olhos, alinhando o desvio.

Dica: É muito importante o diagnóstico e tratamento precoces. Crianças com suspeita de desvio dos olhos devem ser examinadas pelo oftalmologista o mais cedo possível, e também os filhos de pais estrábicos ou com histórico familiar.

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.