3 de junho de 2020

Junho Violeta alerta sobre o perigo de esfregar ou coçar os olhos

Junho Violeta alerta sobre o perigo de esfregar ou coçar os olhos

Um hábito tão comum: esfregar ou coçar os olhos, pode ter consequências sérias, alerta o oftalmologista Renato Ambrósio Jr., membro titular da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, que lançou recentemente um livro sobre o assunto – “Tenho Ceratocone. E Agora?”

Segundo o especialista, o ato de coçar prejudica a visão, mas a má informação prejudica muito mais, razão pela qual foi lançada a Campanha Violet June, promovida mundialmente pela Keratoconus Awareness Campaign. No Brasil, a Campanha tem o apoio da SBO, do CBO e de outras entidades oftalmológicas.

O diagnóstico de Ceratocone pode ser devastador para o paciente e sua família por falta de orientação, alerta Renato Ambrósio Jr., lembrando que a educação para promover o conhecimento e a tomada de consciência do público não médico sobre a doença são aspectos fundamentais. As estatísticas da literatura especializada mostram a incidência de 1 caso para cada 2mil pessoas (0,5%).

O Ceratocone é uma doença da córnea, na qual a córne aumenta sua curvatura de forma irregular e assume formato de cone. Esta alteração causa astigmatismo com irregularidade, o que leva à distorção das imagens e determina limitação para a eficiência das lentes esfero-cilíndricas de óculos.

Embora normalmente o Ceratocone não leva á cegueira, pode levar a uma acentuada perda da visão. Inicia-se geralmente na adolescência, afeta um pouco mais as mulheres do que os homens, e evolui geralmente até os 30/35 anos, quando ocorre uma estabilização natural.

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Fonte: SBO – Sociedade Brasileira de Oftalmologia

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Projeto Estudo do Meio do 10º Ano da Escola Associativa Waldorf Veredas, localizada em Campinas

CONVITE - Palestra beneficente - Projeto Estudo do Meio do 10º Ano da Escola Associativa Waldorf Veredas, localizada em Campinas

Primeira representação do “Brasil” para o mundo – Vanete Santana-Dezmann

Em meados do século XVI, um jovem de vinte e poucos anos cruzou o oceano para conhecer as Índias Ocidentais – a colônia portuguesa no continente americano, o futuro Brasil. Após muitas aventuras, consegue trabalho como guarda da costa de Bertioga, no litoral paulista. Certo dia, quando sai para caçar, acaba preso por alguns membros da tribo dos Tupinambás, temidos por comerem seus valentes prisioneiros. Com o passar do tempo, o jovem aventureiro, Hans Staden, vai tendo seu valor depreciado à medida que demonstra medo e outras características que os Tupinambás não desejavam adquirir para si. Após conseguir retornar à Europa, Staden escreve um livro que se tornaria um grande best-seller por séculos: “História verídica de uma terra de selvagens nus e canibais chamada Brasil...”. Esse acabou sendo a única fonte de informação sobre nosso futuro Brasil para o mundo até o século XIX e contribuiu para criar alguns estereótipos até hoje disseminados sobre nossa cultura. Que estereótipos são esses? Que outras informações importantes contém o livro? Como o não tão bravo Staden conseguiu escapar de ser canibalizado? Por que seu livro é importante ainda hoje? O que fez depois que retornou à Europa? Como sua história se liga à história do mundo ocidental: reforma, contrarreforma, colonialismo...? Venha descobrir nesta palestra e contribua para tornar realidade o Projeto Estudo do Meio do 10º Ano da Escola Associativa Waldorf Veredas, localizada em Campinas (o valor do ingresso será integralmente revertido para o projeto).
Hans Staden e sua obra foram tema da pesquisa de doutorado da palestrante.