23 de fevereiro de 2021

Olho seco e dor podem indicar contaminação pelo coronavírus

Olho seco e dor podem indicar contaminação pelo coronavírus

Você sente incômodo nos olhos? Dor ou sensação de areia? Os olhos secos ou irritados não são novidade. A poluição nas cidades, hábitos como o uso de celular e computador, ar-condicionado… Tudo isso favorece o desconforto ocular. A maioria das pessoas utiliza um colírio lubrificante ou até mesmo somente espera passar. Mas, a pandemia do novo coronavírus trouxe uma nova preocupação: sintomas que antes eram comuns e geravam apenas um cuidado simples, hoje, podem significar um sinal de Covid-19.

Os principais sintomas da Covid-19 já são conhecidos: falta de ar, febre, dor de cabeça e garganta e perda de paladar e olfato. Mas, a conjuntivite também foi considerada pelos médicos uma manifestação ocular da doença. E, agora, um estudo londrino, publicado na BMJ Open Ophthalmology, mostra que a sensação de olhos secos e dor ocular também podem ser sintomas prévios da infecção pelo coronavírus.

O estudo mostrou que o olho seco atingiu 23% das pessoas que mais tarde desenvolveram a doença e 16% das pessoas infectadas tiveram dor nos olhos. A lágrima serve como uma barreira para impedir a entrada de vírus e bactérias, portanto, um olho seco, sem tratamento, favorece a transmissão do novo coronavírus. Além disso, o incômodo pode levar a esfregar e tocar os olhos mais frequentemente, aumentando os riscos de contaminação.

“O estudo mostrou que o olho seco atingiu 23% das pessoas que mais tarde desenvolveram a doença e 16% das pessoas infectadas tiveram dor nos olhos.”

O olho seco pode causar lacrimejamento, coceira, irritação e vermelhidão nos olhos. Em casos mais graves, até mesmo pode causar dor ocular constante. Já a conjuntivite, caracterizada pela sensação de areia ou corpo estranho nos olhos, também tem vermelhidão e lacrimejamento, irritação e possível dor.

O melhor é consultar-se com um médico oftalmologista logo nos primeiros sintomas, e não aguardar que passe. Sem tratamento, o olho seco pode levar a complicações mais sérias como lesões na córnea. Já a conjuntivite precisa ser diagnosticada e tratada para diminuir seus desconfortos e duração.

As queixas de ressecamento ocular aumentaram nos últimos tempos e a conjuntivite é uma das doenças mais frequentes do verão. Portanto, ao sentir qualquer desconforto, é importante ir a um médico oftalmologista para que as causas sejam definidas e o tratamento iniciado. Cuide da sua saúde ocular!

“As queixas de ressecamento ocular aumentaram nos últimos tempos e a conjuntivite é uma das doenças mais frequentes do verão.”

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Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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Em meados do século XVI, um jovem de vinte e poucos anos cruzou o oceano para conhecer as Índias Ocidentais – a colônia portuguesa no continente americano, o futuro Brasil. Após muitas aventuras, consegue trabalho como guarda da costa de Bertioga, no litoral paulista. Certo dia, quando sai para caçar, acaba preso por alguns membros da tribo dos Tupinambás, temidos por comerem seus valentes prisioneiros. Com o passar do tempo, o jovem aventureiro, Hans Staden, vai tendo seu valor depreciado à medida que demonstra medo e outras características que os Tupinambás não desejavam adquirir para si. Após conseguir retornar à Europa, Staden escreve um livro que se tornaria um grande best-seller por séculos: “História verídica de uma terra de selvagens nus e canibais chamada Brasil...”. Esse acabou sendo a única fonte de informação sobre nosso futuro Brasil para o mundo até o século XIX e contribuiu para criar alguns estereótipos até hoje disseminados sobre nossa cultura. Que estereótipos são esses? Que outras informações importantes contém o livro? Como o não tão bravo Staden conseguiu escapar de ser canibalizado? Por que seu livro é importante ainda hoje? O que fez depois que retornou à Europa? Como sua história se liga à história do mundo ocidental: reforma, contrarreforma, colonialismo...? Venha descobrir nesta palestra e contribua para tornar realidade o Projeto Estudo do Meio do 10º Ano da Escola Associativa Waldorf Veredas, localizada em Campinas (o valor do ingresso será integralmente revertido para o projeto).
Hans Staden e sua obra foram tema da pesquisa de doutorado da palestrante.