30 de janeiro de 2014

A limpeza das lentes de contato

A limpeza das lentes de contato

O hábito de substituir as substâncias específicas por soro fisiológico na limpeza das lentes de contato pode levar a infecções ou alergias nos olhos, alertam oftalmologistas.

Além de não desinfetar corretamente, o soro propicia problemas: a maioria dos que são vendidos em farmácia contém substâncias químicas, usadas como preservativos, que podem ser tóxicas.

Para evitar problemas, as lentes devem ser desinfetadas diariamente. Se o usuário tem alergia ou sensibilidade ao produto (o que ocorre raramente), é possível enxaguar as lentes com soro proveniente de pequenas ampolas de 10 ml (que podem ser descartadas) ou o do tipo não preservado – também vendido em farmácia.

Recomenda-se limpar o estojo uma vez por semana e trocá-lo a cada três meses – após esse tempo, a embalagem começa a reter resíduos que favorecem a adesão de bactérias.

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.