3 de maio de 2016

O uso da lágrima artificial

O uso da lágrima artificial

Além do clima mais seco do inverno, existe outra questão que pode ocasionar problemas na saúde: a inversão térmica; fenômeno atmosférico natural que pode aumentar a incidência de doenças respiratórias e irritação nos olhos.

Os incômodos na região dos olhos são: ressecamento, diminuição da lágrima e irritação ocular. O problema pode causar conjuntivite atópica. Esse fenômeno se intensifica durante o inverno por causa da perda de calor. A intensidade e os efeitos nocivos se devem ao lançamento de poluentes na atmosfera, o que é muito comum nas grandes cidades.

Com a baixa umidade do ar no inverno, a tendência é o uso de lágrimas artificiais para aliviar os sintomas desconfortáveis causados pelo clima seco. Mas, o uso do produto deve ser de forma controlada. As substâncias encontradas no colírio de lágrima artificial auxiliam na hidratação do olho, mas os que possuem conservantes, se aplicados em excesso, podem causar danos às camadas mais externas da córnea e da conjuntiva, além de causar vermelhidão nos olhos, irritação e ardência ocular.

A utilização da lágrima artificial é restrita a pessoas com alergia aos conservantes do colírio ou aos seus compostos. Em geral, a fórmula apresenta pH semelhante ao da lágrima natural ou é ligeiramente alcalino, ajudando a aumentar o conforto durante as aplicações. O uso correto do produto combate a baixa lubrificação ocular, prevenindo contra inflamações na córnea (ceratite) e na conjuntiva (conjuntivite) que são problemas causados pela evaporação da lágrima nos períodos em que o clima é mais seco.

As lágrimas artificiais podem ser encontradas em forma de colírio ou gel. Têm composição diversificada, compostas por água, solução salina, emolientes (glicerol), polissacárides, lípides, gelatinas e outras substâncias.

Cuidados no uso

Lágrima artificial ou colírio lubrificante com substâncias conservantes na formulação: deve ser usado de forma limitada, no máximo quatro vezes ao dia, caso contrário pode causar danos na superfície ocular, em longo prazo. A validade do produto é de até 45 dias após romper seu lacre;

Lágrima Artificial ou colírio lubrificante sem substâncias conservantes na formulação: pode ser usado várias vezes ao dia, porém, é mais indicado para casos de doenças crônicas, como a Síndrome do Olho Seco. Esses devem ser utilizados no mesmo dia e descartados caso haja sobra.

O uso das lágrimas artificiais é comum também para pessoas que ficam expostas ao ar condicionado, fumaça ou poeira por um período prolongado, independente do clima. Então, caso precise passar muito tempo em ambientes climatizados – e sinta ardência e vermelhidão ocular -, procure um oftalmologista. Será importante avaliar a região ocular, inclusive a pálpebra. Segundo especialistas, as inflamações das margens palpebrais (blefarites/meibomites) e alergias também são consideradas no diagnóstico diferencial destas queixas.

Importante

O ideal é ser sempre avaliado por um oftalmologista para a indicação do produto indicado para cada caso.

Tome nota

Por meio da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 05/2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reclassificou lágrimas artificiais e lubrificantes oculares da categoria “produtos para a saúde” para “medicamentos específicos” – publicação no Diário Oficial da União, em formato de Resolução.

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Fonte: VejaBem… CBO em Revista
Acesse esta e demais matérias na edição número 7 da revista Veja Bem

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.