22 de julho de 2024

A importância do acompanhamento oftalmológico na infância

A importância do acompanhamento oftalmológico na infância

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), em levantamentos, aponta que 43% das crianças cegas no mundo perderam a visão por causas evitáveis ou tratáveis. Atualmente, a Oftalmologia já permite a prevenção ou o tratamento efetivo de pelo menos 60% das doenças que cegam crianças.

O mais importante é a prevenção e, em segundo lugar, a atenção aos primeiros sinais de dificuldade para enxergar. Os pais têm um papel fundamental nesta avaliação diária, de acordo com cada faixa etária.

Mas, quais são os principais problemas que podem afetar a visão das crianças? Separamos, por faixa etária, as principais condições para as quais os pais devem estar atentos.

Recém-nascido: ao nascer, a criança passa pelo chamado Teste do Olhinho, no qual o médico pediatra identifica problemas oculares congênitos como malformações, catarata congênita, tumores e alterações embrionárias.

Até os 2 anos: sempre é importante o acompanhamento com um médico oftalmologista. No entanto, esse acompanhamento é fundamental ao se notar lacrimejamento ou desvio ocular, pupilas brancas ou embaçadas, fora da posição central ou de tamanhos diferentes. Isso é essencial para detectar problemas como glaucoma congênito ou catarata infantil, por exemplo.

“Ao nascer, a criança passa pelo chamado Teste do Olhinho, no qual o médico pediatra identifica problemas oculares congênitos como malformações, catarata congênita, tumores e alterações embrionárias.”


Dos 2 aos 5 anos:
os olhos desalinhados, ou estrabismo ocular, é a principal ocorrência nessa fase da vida da criança. O desvio precisa ser identificado e tratado até os 8 anos de idade, mas quanto mais cedo for identificado, maiores as chances de tratamento e menor a perda visual.

Dos 5 aos 10 anos: na vida escolar, é possível que pais e professores identifiquem dificuldades na criança para enxergar de longe, as letras do quadro, ou de perto o que escreve no caderno. Além disso, desinteresse pelas aulas e dificuldades no aprendizado também servem como importantes alertas para erros refrativos, como miopia e hipermetropia, além do astigmatismo.


Dos 10 aos 15 anos:
na adolescência e pré-adolescência, existe o risco do desenvolvimento de ceratocone. A doença pode ser estimulada pelo hábito de coçar os olhos com muita frequência. É importante atentar para queixas de sensibilidade à luz e a uma baixa qualidade visual, mesmo com correção de óculos e lentes. O ceratocone não tem cura, mas quanto antes for diagnosticado, maiores as chances de realizar o tratamento para impedir o avanço da doença.

Visitas regulares ao médico oftalmologista e atenção a qualquer sinal de dificuldade visual são essenciais para manter a saúde visual das crianças e adolescentes.

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Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.