21 de junho de 2024

Doenças de inverno: olhos mais vulneráveis durante a estação

Doenças de inverno: olhos mais vulneráveis durante a estação

A estação mais fria do ano caracterizada pelo clima seco e pela baixa umidade do ar deixa as pessoas ainda mais suscetíveis aos fatores que desencadeiam as doenças oculares de inverno. Por isso, nessa época é fundamental ficar atento à saúde ocular. Dentre os principais problemas oculares que se intensificam no inverno, estão as alergias, conjuntivites e a síndrome do olho seco.

Isso acontece porque durante esse período, além da maior concentração de poluentes no ar, os nossos olhos perdem um pouco da sua lubrificação natural devido à evaporação da camada aquosa da lágrima.

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Alergias oculares

São reações alérgicas (respostas exageradas do organismo a uma determinada substância, chamada de alérgeno) que acometem os olhos ou as estruturas próximas a ele, como as pálpebras. Na maioria dos casos, as alergias oculares são causadas por poeira, fumaça, ácaros etc. Entre os sintomas mais comuns estão: olhos vermelhos, coceira, lacrimejamento, ardência, fotofobia e irritação.

Embora qualquer pessoa possa desenvolver uma alergia ocular, o número maior de incidência ocorre em portadores de rinite alérgica, asma ou alergias de pele.

O tratamento da alergia ocular é simples, basta afastar a substância que produziu a reação alérgica. Depois, é essencial que se busque um alergista e um oftalmologista a fim de combater a resposta do organismo como um todo.

Conjuntivite

Comum no inverno, quando as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados, trata-se de uma inflamação na conjuntiva (branco dos olhos) e pode se manifestar de três formas: alérgicas, virais e bacterianas; sendo as primeiras as mais frequentes. Causada devido à exposição a um alérgeno, a conjuntivite alérgica não é contagiosa e, em geral, acomete os dois olhos, o tempo de duração da doença é variável e não deixa sequelas.  Entre os sintomas, estão: pálpebras inchadas, coceira intensa, lacrimejamento e vermelhidão.

Já a viral, causada por vírus, é altamente contagiosa (adquirida pelo contato com outra pessoa) e inicia-se em um dos olhos, e depois de alguns dias afeta o outro olho, durando de uma semana a 15 dias. Na maioria dos casos, o causador da doença é o adenovírus, mesmo vírus da gripe comum, portanto, em geral, o paciente com conjuntivite pode estar gripado ou com a imunidade baixa. Sensação de areia, corpo estranho nos olhos e forte lacrimejamento são alguns de seus sintomas. O tratamento depende do diagnóstico, mas em geral é feito com soros fisiológicos; em casos virais ou bacterianos, com colírios com antibióticos apropriados.

Síndrome do Olho Seco

Relacionada à exposição a determinadas condições do meio ambiente como poluição, poeira, ar seco, baixa umidade do ar e lugares fechados com aparelhos de arcondicionado, a Síndrome do Olho Seco trata-se de uma doença ocular crônica caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, pouca quantidade ou má qualidade da lágrima.

Estima-se que, no Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas sofram com a doença; entre os sintomas, estão ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldades para ficar em lugares com ar-condicionado ou em frente ao computador, olhos embaçados ao final do dia, coceira, vermelhidão, lacrimejo excessivo e sensibilidade à luz. As medidas de tratamento da doença incluem uso de lubrificantes, sob prescrição médica; ingestão de antioxidantes como óleo de linhaça e preservação da lágrima, por meio da higiene ocular.

Siga as recomendações e previna-se contra os principais problemas oculares de inverno:

• Faça a lavagem e a secagem ao sol de mantas, cobertores e blusas de lã guardadas por muito tempo;
• Evite o acúmulo de poeira em casa e ambientes climatizados;
• Durma em local arejado e umedecido;
• Lave com frequência o rosto e as mãos, principalmente antes e depois do uso de colírios ou pomadas;
• Não compartilhe toalhas de rosto, esponjas, rímel, delineadores ou qualquer outro produto de beleza;
• Evite objetos que acumulem poeira, como: cortina, carpete, tapete, bicho de pelúcia, documentos antigos, livros etc.;
• Evite a exposição a agentes irritantes como fumaça e/ou alérgenos pólen, poeira, pelos de animais e cloro de piscina;
• Mantenha o filtro do ar-condicionado sempre limpo;
• Quando estiver com conjuntivite, não utilize lentes de contato e não coce os olhos, para evitar irritações.

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Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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Hans Staden e sua obra foram tema da pesquisa de doutorado da palestrante.