30 de agosto de 2022

Menopausa X catarata: o que é preciso saber

Menopausa X catarata: o que é preciso saber

As mudanças hormonais provocam nas mulheres grandes alterações no organismo por conta do período conhecido como menopausa. Nesta fase, é importante que seja feito um acompanhamento médico para diagnóstico de problemas que podem ocorrer com a saúde, inclusive oculares.

Um dos especialistas que podem ajudar a mulher na fase da menopausa é o oftalmologista. Isso porque as mudanças hormonais alteram o filme lacrimal, causando síndrome do olho seco, sensibilidade à luz e coceira nos olhos. O acompanhamento médico pode corrigir o problema diagnosticado e minimizar os incômodos e sintomas.

Segundo informações publicadas no site da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR), as chances de a mulher desenvolver a catarata também aumentam durante a menopausa.

Isso ocorre porque o organismo interrompe a circulação de estrogênio (hormônio feminino) alterando uma das camadas que formam o cristalino (lente natural do olho), que, por sua vez, precisa deste hormônio para bloquear a produção de uma proteína que causa a catarata. Alguns especialistas prescrevem a reposição hormonal para impedir o desenvolvimento da catarata.

No período da menopausa é preciso estar atenta aos sintomas da catarata, que são:

No início do problema: há perda discreta da qualidade da visão, diminuição da acuidade visual noturna e visão desbotada das cores;

Na progressão da doença: a visão vai ficando mais turva e embaçada, daí atividades que antes eram realizadas de forma rotineira (leitura, assistir à TV ou caminhar) podem ficar mais difíceis por conta do avanço da catarata.

Não é comum o diagnóstico a olho nu e, na fase inicial, pode não ser percebida com facilidade pelos portadores. Somente o oftalmologista poderá solicitar os exames que serão necessários para a confirmação do diagnóstico, assim como indicar o melhor procedimento para o tratamento.

“A menopausa pode até ter como um de seus efeitos o desenvolvimento da catarata em algumas mulheres, porém este não é um fato que mereça grande preocupação, uma vez que é uma doença que tem solução acessível à população”.

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A Catarata é considerada uma doença multifatorial, ou seja, que resulta de diversos fatores que podem ser genéticos ou ambientais. A mais comum é denominada senil, causada pelo envelhecimento do cristalino, que perde a transparência pela idade.

Mas existem casos em que a doença é associada a mudanças no metabolismo, provocada por diabetes mellitus e uveíte (inflamação em partes internas do olho), além de tabagismo, alcoolismo, uso de corticoides ou traumas oculares.

Dependendo da causa, a catarata pode se manifestar em um dos olhos apenas. Nos casos em que está relacionada à idade, doenças sistêmicas ou ao  uso de corticoides, aparece nos dois olhos de forma assimétrica, ou seja, pode estar mais avançada em um deles.

Para o tratamento, a única solução é a cirurgia. O método mais usado é a facoemulsificação, que permite a retirada do cristalino opaco e a substituição por uma lente intraocular. O procedimento, que leva aproximadamente 10-12 minutos, é realizado a partir de um pequeno corte com anestesia por colírio ou pomada. A permanência no centro cirúrgico é de aproximadamente duas horas, incluindo o pré-operatório, a cirurgia e a recuperação pós-cirúrgica. Após o procedimento, o paciente recebe alta no mesmo dia.

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Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.