17 de agosto de 2023

Sensação de areia nos olhos: Saiba o que causa e como cuidar

Sensação de areia nos olhos: Saiba o que causa e como cuidar

Acordar com uma sensação de areia nos olhos não é incomum. Eles lacrimejam muito, podem coçar, ficam bem desconfortáveis e até doem. Por mais que seja bastante desagradável, nem sempre significa um problema sério. Na maioria das vezes, isso é causado por um cílio ou uma partícula de poeira e, nesses casos, a própria lágrima se encarrega de eliminar.

No entanto, se esse incômodo acontece com frequência, é preciso considerar que, de fato, existe um corpo estranho ou uma doença ocular. Por isso, neste artigo falaremos sobre as causas dessa condição e como você deve cuidar para aliviar os sintomas. Continue a leitura e aproveite!

Quais as principais causas da sensação de areia nos olhos?

A sensação de areia nos olhos é causada por uma manifestação das fibras nervosas que estão na superfície deles — é uma reação automática de defesa contra invasores externos, como os cílios ou sujeira. Em geral, lavá-los com água corrente ou pingar algumas gotas de lágrimas artificiais costumam resolver.

Como regra, esse desconforto é causado por uma deficiência na lubrificação da superfície ocular. Entretanto, isso também pode surgir como um sintoma de problemas mais sérios como:

• conjuntivite;
• machucados na superfície do olho;
• alergias;
• clima com baixa umidade;
• doenças autoimunes;
• olho seco.

O uso excessivo de computadores, celulares e televisão também pode causar essa sensação de objeto estranho no olho. O ideal para quem trabalha com esses aparelhos ou precisa usá-los com frequência, é descansar os olhos fazendo pausas de cinco minutos e sempre se lembrar de piscar. Forçar demais a vista também pode provocar sérias complicações.

Como é feito o diagnóstico e qual o tratamento?

Como vimos, nem sempre a sensação de areia nos olhos significa um problema sério. Todavia, se a lavagem e o uso de colírios não melhorarem o sintoma, você deve se consultar com um oftalmologista. Se for confirmado um corpo estranho, o médico remove a partícula e pode prescrever o uso de pomadas para cicatrização.

Em casos de irritação, o tratamento depende muito do que a está causando. O uso de colírios é comum para a maioria das condições, mas sempre associado a outros medicamentos. A conjuntivite, por exemplo, é tratada de acordo com suas causas: viral, bacteriana ou alérgica.

O olho seco, geralmente, é cuidado com o uso de colírios lubrificantes. Contudo, conhecer o que está originando essa condição é muito importante para o diagnóstico correto. Já as alergias melhoram com o uso de anti-histamínicos, corticoides e outros medicamentos para aliviar o sintoma.

Independentemente de qual seja a causa da sensação de areia nos olhos, procurar um oftalmologista para o diagnóstico certo é fundamental, principalmente para as pessoas que usam lentes de contato.

Qual a importância do oftalmologista no acompanhamento do paciente?

Procurar um médico especialista e ter um acompanhamento é crucial, especialmente para pessoas que já possuem algum problema de visão ou que usam lentes — tanto as de fins estéticos quanto as corretivas. Isso, porque, o tratamento errado pode agravar a situação e até trazer complicações sérias.

A conjuntivite bacteriana, por exemplo, deve ser tratada com antibióticos e esse medicamento só pode ser comprado com receita médica. O uso incorreto ou desnecessário pode ocasionar uma resistência nesse microrganismo e dificultar um tratamento futuro. É fundamental que um oftalmologista faça o diagnóstico e a prescrição.

Em casos de objetos estranhos presos no olho, tentar retirar sozinho ou coçar com frequência pode causar lesões na superfície ocular. Assim, ter o acompanhamento adequado de um oftalmologista é essencial para uma recuperação completa.

Acordar com a sensação de areia nos olhos ou ter esse desconforto durante o dia nem sempre significa uma doença séria. Porém, quando os sintomas persistem e provocam muito incômodo, é importante se consultar com um especialista para evitar agravantes.

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Fonte: E-lens blog.e-lens.com.br

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.