11 de setembro de 2023

Alta sensibilidade à luz pode ser sintoma de doenças oculares

Alta sensibilidade à luz pode ser sintoma de doenças oculares

Nossos olhos sempre reagem à presença de luz, especialmente em grande intensidade. Quem sofre de fotofobia enfrenta dificuldades por causa da intensidade de luz em ambientes luminosos e dias mais claros. As células da retina reagem à luz e o resultado é um desconforto com iluminação natural ou artificial, o que no verão, com a intensidade do sol, pode se tornar insuportável.

Na maioria dos casos, a fotofobia ocorre devido a fatores congênitos, tais como ausência de pigmentos no fundo do olho e casos de aniridia (ausência da íris). Pessoas que têm olhos de cores claras, como azul e verde, podem desenvolver os sintomas de aversão à luz, pois as camadas dos olhos de tons claros absorvem menos luz que os de cores comuns.

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Problemas na vista como o astigmatismo também podem causar fotofobia, além de situações pontuais, como gripes e enxaquecas. No entanto, é preciso estar alerta, pois a fotofobia pode ser um sintoma de outros problemas, muitas vezes graves, como infecções, cicatrizes na córnea por alergias, glaucoma, entre outros.

Os cuidados se iniciam ao procurar um oftalmologista, que investigará as causas da sensibilidade e, se necessário, indicará o tratamento. O problema também pode ocorrer em crianças, por isso é importante que os pais estejam atentos aos filhos.

E quem acha que a fotofobia é capaz de provocar alguma doença ocular já pode ficar despreocupado. Em geral, esta condição não causa nenhuma enfermidade visual, mas exige um acompanhamento periódico para que haja uma avaliação médica adequada, especialmente quando a pessoa apresenta um desconforto visual agudo quando está presente em lugares claros.

TIRANDO DÚVIDAS

• O primeiro passo é procurar um oftalmologista para obter um diagnóstico preciso;

• Para quem usa óculos de grau, as lentes fotossensíveis são uma ótima opção. Além de reduzir a claridade incômoda, estas lentes aumentam o contraste e a nitidez, pois se adaptam as diferentes condições de luminosidade e melhoram sua visão , oferecendo mais conforto e também proteção;

• Ao optar pelo uso de óculos escuros, é importante escolher lentes com proteção aos raios UV para evitar danos aos olhos;

• Nos dois casos, no uso de óculos escuros e no uso de lentes fotossensíveis é preciso escolher lentes de boa qualidade e estar sempre em dia com os cuidados com sua saúde visual;

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Fonte: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

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Lentes de contato: indicação, adaptação e acompanhamento são atos médicos exclusivos

Comprar lente de contato virou fácil demais. Quiosque, site, óptica: escolhe pela cor, pelo preço ou pelo "grau aproximado" tirado da receita de óculos, e pronto.

Só que a lente de contato é uma órtese ocular. Ela fica apoiada diretamente sobre a córnea, um tecido transparente, sem vasos sanguíneos, que tira oxigênio do ar e da lágrima. Não é acessório.

Por isso existe a Resolução CFM nº 1.965/2011, que determina: a indicação, a adaptação e o acompanhamento do uso de lentes de contato são atos médicos exclusivos.

O que isso significa na prática:

o grau da lente de contato não é o mesmo dos óculos e não pode ser deduzido dela
material, curva base, diâmetro e oxigenação são definidos pelo médico, com o olho examinado
indicação e adaptação devem ser feitas pelo mesmo profissional
o processo não termina na entrega: o controle periódico faz parte do ato médico
a regra vale igualmente para lentes coloridas sem grau

Sem consulta e sem retorno programado, o paciente aprende a conviver com olho vermelho, ardência e sensibilidade à luz como se fossem "adaptação normal". Quando finalmente procura ajuda, o quadro já não é simples. Ceratite, úlcera de córnea e neovascularização deixam marcas que não se apagam.

Usa lentes há anos e nunca teve problema? O acompanhamento é ainda mais importante: a perda de oxigenação da córnea e a piora do filme lacrimal se instalam devagar, sem sintoma no começo.

Entenda tudo no artigo completo do nosso site.